Ação da Comlurb mostra montanha de lixo deixado em Copacabana

Ações que buscam evidenciar os malefícios causados ao meio ambiente por nossas próprias atitudes são sempre bem vindos. Não é de hoje que o problema do lixo deixado nas areias das praias fique a cargo de garis e ações voluntárias, sendo necessário cada vez mais pessoas e investimentos envolvidos. Essa poluição que atinge a nós mesmos, nossos mares e outros seres vivos poderia ser evitada com ações simples.

Contra essa falta de consciência de parte da nossa população, que desfruta o verão e esquece da educação, a COMLURB-RJ (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) juntamente com o projeto voluntário “Rio, Eu Amo, Eu Cuido”, promoveram uma ótima campanha para mostrar o tamanho do problema.

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Na última terça-feira (21/01), a praia de Copacabana acordou com uma montanha de 40 toneladas de lixo recolhido em um só dia de praia cheia, envolvido por um laço vermelho. Para Ana Lycia Gayoso, coordenadora do movimento Rio Eu Amo Eu Cuido, a iniciativa foi a forma de tentar mudar as atitudes dos cariocas e visitantes:

– Fizemos essa montanha de lixo com o laço de presente e as faixas para mostrar que o carioca deixa na praia presentes horríveis para a cidade. Só se chocando que a pessoa vê o quanto ela está se alienando no seu papel de cidadão. Temos uma praia maravilhosa como essa e as pessoas fazem questão de “esquecer” o lixo na areia. Se cada um fizesse a sua parte, levasse o que consumiu na praia para fora dela e descartasse no lugar correto, a gente não teria esse problema. Encontramos aqui muita latinha, fralda descartável usada, cartelas de remédios, carrinho de feira, cadeira de praia, enfim, é como se a praia fosse um lugar para descartar qualquer coisa e isso não pode ser assim.

Com certeza a preservação irá manter qualquer área natural mais viva e receptiva por mais tempo, é essencial que tenhamos mais respeito com nosso “quintal de casa”.

via EcoDebate

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Uso de resíduos é aposta para geração de energia na Alemanha

por Eduardo Carvalho

Importantes centros de pesquisas da Alemanha perseguem a meta de desenvolver formas de gerar energia elétrica a partir de mecanismos limpos capazes de substituir a potência energética de complexos atômicos, que serão desligados pelo governo alemão até 2022.
A intenção é aumentar a potência instalada de 56,5 GW dos meios renováveis para 163,3 GW até 2050, segundo estimativa feita pelo Ministério do Meio Ambiente do país.
Ainda sem um valor total de investimentos, há planos de implantar novas turbinas eólicas no mar e na terra, expandir o uso de hidrelétricas, elevar a participação da geração de energia solar e iniciar uso da tecnologia geotérmica (nascentes de água quente, como os gêiseres, ou mesmo utilizando o calor do interior da crosta terrestre).
Além disso, cientistas tentam aperfeiçoar tecnologias para geração de energia por biomassa ou biogás que empregam estrume de animais, restos de alimentos ou materiais desperdiçados na atividade madeireira para aquecer e iluminar moradias.

Alternativa
De acordo com Ursula Eicker, da Universidade de Ciências Aplicadas de Stuttgart, em Baden-Württemberg, o emprego da geração de energia de biomassa é um dos que mais vai crescer entre a população, principalmente pelo seu custo mais baixo.
Enquanto se gasta 10 mil euros para instalar placas de captação de luz solar para aquecimento de água e do ambiente interno da residência, uma miniusina de biomassa movida a pellets (pequenos pedaços de madeira) custaria 7 mil euros.
“Além de ser mais barata, a vantagem é que o consumo de energia elétrica por biomassa pode ocorrer todos os dias, diferentemente da solar, que é prejudicada em dias nublados”, disse a especialista.
Os pellets, extraídos de pinheiros plantados para esta finalidade, já são substituídos em áreas agrícolas por estrume de animais, gramíneas ou gordura de abatedouros, que viram combustíveis sólidos na geração de luz elétrica e calefação.

via Globo Natureza

Secretaria de Portos quer organizar gestão de lixo nos terminais e nas embarcações

por Isabela Vieira

via Agência Brasil

Todo o lixo produzido em portos brasileiros deve ganhar uma destinação adequada nos próximos três anos e poderá até ser reaproveitado. É o que pretende a Secretaria de Portos, que vai levantar quais são os resíduos e efluentes de 22 terminais no país. O órgão não descarta a ideia de reduzir as taxas para navios que prefiram deixar o lixo no porto, em vez de despejá-lo no mar.

As medidas serão estudas nos próximos três anos em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mais 11 universidades por meio do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos e Efluentes. A Secretaria de Portos investirá R$ 125 milhões no projeto, que será dividido em três fases, desde o levantamento até as medidas para mitigação do lixo.

Segundo o diretor de Revitalização e Modernização da secretaria, Antônio Maurício Ferreira, os portos produzem resíduos variados. Boa parte se refere a restos de grãos, de carvão e de minério, além do lixo das embarcações e esgoto. Mal acondicionados, esses materiais atraem animais que transmitem doenças como pombos, ratos e até mesmo o mosquito da dengue – fauna que também será pesquisada.

Para Marcos Freitas, professor da UFRJ e responsável pelo levantamento, é preciso dar soluções sustentáveis para o lixo e combater os insetos, além de analisar o impacto dos portos nas cidades. O programa pretende ainda identificar nos terminais possibilidades de reutilização dos resíduos. “Podemos pensar em portos como autogeradores de energia”, disse.

Segundo o professor da UFRJ, a pesquisa também ajudará a apontar problemas nas embarcações e impedir a entrada de vírus e espécies invasoras no país. Marcos Freitas lembra que o mexilhão dourado, molusco trazido na água de lastros de navios da Ásia, provocou desequilíbrio ecológico e até problemas nas turbinas da Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná.

A nova realidade do tratamento de resíduos

por Thiago Freitas – Especialista em Tecnologia

Dificilmente imaginaríamos o mundo como ele é hoje sem a evolução da tecnologia. Ela transformou muito a maneira que vivemos e trouxe a simplificação de muitos processos, desde a maneira como nos comunicamos até a maneira como nos socializamos. Contudo ainda existem aspectos do mundo que não são tratados com o olhar tecnológico necessário. Um dos aspectos menos observados é o cuidado com o lixo que produzimos. Essa aparente falta de preocupação pode cobrar um preço alto no futuro, dado ao não reaproveitamento dos recursos e da crescente escassez que permeará a sociedade no futuro.

A resposta para melhoria da qualidade do descarte visando o seu reaproveitamento está na tecnologia. Os resíduos orgânicos contém grande potencial energético, podendo através de pequenas estações instaladas em bairros virar adubo orgânico e também biogás o qual a partir do metano pode gerar energia elétrica, abastecer veículos e gerar calor. Para viabilizar tecnologicamente este tipo de operação é necessário primeiramente a conscientização da população quanto a necessidade do descarte de forma adequada, como também bonificar quem tem essa consciência pois está contribuindo para a sustentabilidade.

Existem várias maneiras de gerar mecanismos para geração desse controle de benefícios e em breve haverão sistemas dedicados a esse fim. A reciclagem é um preço muito pequeno para um beneficio grande e duradouro. Ela garantirá a gerações futuras a sobrevivência do planeta bem como a inclusão da responsabilidade de cada ser humano pelos resíduos que gera. A natureza está cobrando um preço maior pela nossa estada na terra. Temos que acordar para esta nova realidade e fazermos a diferença enquanto cidadãos.

Brasil tem muito para crescer na produção de Biomassa

via Portal do Agronegócio

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa, Celso Oliveira, atribui esse sub aproveitamento à falta de informação dos produtores e à falta de incentivo por parte do governo. “O Brasil está descobrindo agora esse setor, por isso a produção ainda é tímida. A partir do momento que os empresários descobrirem as vantagens do uso da biomassa haverá crescimento”, afirma.

A Biomassa pode ser feita a partir de resíduos agrícolas, industriais e florestais. No Brasil o bagaço, palha e colmo da cana-de-açúcar são os resíduos agrícolas mais difundidos, com mais de 324 mil toneladas produzidas por ano, seguida dos resíduos da soja, com mais de 95 mil toneladas. Esses detritos agrícolas e também os florestais como serragem, casca e descarte de toras podem ser utilizados na confecção de bio-woodpellets, que é um combustível sólido eficiente para a geração de energia térmica e aquecimento industrial. Além de limpo, esse recurso tem rentabilidade tripla com a comercialização, geração de energia elétrica e créditos de carbono.

Multas elevadas em SP não resolvem o descarte ilegal

via Folha
por André Demétrio

O entulho gerado por construções ou reformas é um grande problema para as prefeituras quando são descartados de maneira ilegal. Além de prejudicar o meio ambiente, esse tipo de crime contribui fortemente para a degradação de áreas urbanas. Isso sem contarmos o desperdício, pois grande parte desse “entulho” poderia ser reaproveitado para transformar-se em solução para novas construções.

Em São Paulo, a multa para o descarte ilegal destes materiais subiu de R$ 500 para R$ 12 mil em julho do ano passado, o que gerou aumento no número de coleta. Mas nem o preço alto acabou com o problema nas ruas, cerca de 60% de resíduos de construção tem destino inapropiado, seja em terrenos, ruas ou calçadas.

Desde o início da gestão, Kassab promete 96 ecopontos, porém, a prefeitura conta atualmente com 41 ecopontos, que recebem o equivalente a uma caixa d’água de mil litros por dia de entulho. Como quase toda pequena obra ultrapassa esse valor, a destinação imprópia continua em números elevados em mais de 1.500 depósitos ilegais, segundo dados da prefeitura.

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fotos: Luiz Carlos Murauskas

Veja a matéria completa na Folha.