Ação da Comlurb mostra montanha de lixo deixado em Copacabana

Ações que buscam evidenciar os malefícios causados ao meio ambiente por nossas próprias atitudes são sempre bem vindos. Não é de hoje que o problema do lixo deixado nas areias das praias fique a cargo de garis e ações voluntárias, sendo necessário cada vez mais pessoas e investimentos envolvidos. Essa poluição que atinge a nós mesmos, nossos mares e outros seres vivos poderia ser evitada com ações simples.

Contra essa falta de consciência de parte da nossa população, que desfruta o verão e esquece da educação, a COMLURB-RJ (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) juntamente com o projeto voluntário “Rio, Eu Amo, Eu Cuido”, promoveram uma ótima campanha para mostrar o tamanho do problema.

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Na última terça-feira (21/01), a praia de Copacabana acordou com uma montanha de 40 toneladas de lixo recolhido em um só dia de praia cheia, envolvido por um laço vermelho. Para Ana Lycia Gayoso, coordenadora do movimento Rio Eu Amo Eu Cuido, a iniciativa foi a forma de tentar mudar as atitudes dos cariocas e visitantes:

– Fizemos essa montanha de lixo com o laço de presente e as faixas para mostrar que o carioca deixa na praia presentes horríveis para a cidade. Só se chocando que a pessoa vê o quanto ela está se alienando no seu papel de cidadão. Temos uma praia maravilhosa como essa e as pessoas fazem questão de “esquecer” o lixo na areia. Se cada um fizesse a sua parte, levasse o que consumiu na praia para fora dela e descartasse no lugar correto, a gente não teria esse problema. Encontramos aqui muita latinha, fralda descartável usada, cartelas de remédios, carrinho de feira, cadeira de praia, enfim, é como se a praia fosse um lugar para descartar qualquer coisa e isso não pode ser assim.

Com certeza a preservação irá manter qualquer área natural mais viva e receptiva por mais tempo, é essencial que tenhamos mais respeito com nosso “quintal de casa”.

via EcoDebate

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A nova realidade do tratamento de resíduos

por Thiago Freitas – Especialista em Tecnologia

Dificilmente imaginaríamos o mundo como ele é hoje sem a evolução da tecnologia. Ela transformou muito a maneira que vivemos e trouxe a simplificação de muitos processos, desde a maneira como nos comunicamos até a maneira como nos socializamos. Contudo ainda existem aspectos do mundo que não são tratados com o olhar tecnológico necessário. Um dos aspectos menos observados é o cuidado com o lixo que produzimos. Essa aparente falta de preocupação pode cobrar um preço alto no futuro, dado ao não reaproveitamento dos recursos e da crescente escassez que permeará a sociedade no futuro.

A resposta para melhoria da qualidade do descarte visando o seu reaproveitamento está na tecnologia. Os resíduos orgânicos contém grande potencial energético, podendo através de pequenas estações instaladas em bairros virar adubo orgânico e também biogás o qual a partir do metano pode gerar energia elétrica, abastecer veículos e gerar calor. Para viabilizar tecnologicamente este tipo de operação é necessário primeiramente a conscientização da população quanto a necessidade do descarte de forma adequada, como também bonificar quem tem essa consciência pois está contribuindo para a sustentabilidade.

Existem várias maneiras de gerar mecanismos para geração desse controle de benefícios e em breve haverão sistemas dedicados a esse fim. A reciclagem é um preço muito pequeno para um beneficio grande e duradouro. Ela garantirá a gerações futuras a sobrevivência do planeta bem como a inclusão da responsabilidade de cada ser humano pelos resíduos que gera. A natureza está cobrando um preço maior pela nossa estada na terra. Temos que acordar para esta nova realidade e fazermos a diferença enquanto cidadãos.