McDonald’s planeja comprar “carne sustentável” a partir de 2016

O McDonald’s planeja diminuir sua pegada ecológica. A rede de fast-food anunciou (07/01) que começará a comprar “carne sustentável” a partir de 2016. O problema é que, como a própria empresa assumiu, não existe uma definição do que é uma carne sustentável. As informações são dos portais TreeHugger e The Huffington Post.

Os especialistas não têm dúvidas de que a carne e a indústria de laticínios são responsáveis por emissões de gases de efeito estufa. A decisão do McDonald’s surge, então, como uma forma de tentar ajudar a transformar a cadeia de fornecimento de carne.

O objetivo final da rede é terceirizar toda a carne a partir de fontes “sustentáveis”. Para isso, reuniu todos os interessados em ajudar na identificação de padrões úteis para transformar a compra e o consumo de carne em algo mais ecológico. Segundo a empresa, os parceiros incluem outros fornecedores e grupos ambientalistas como a WWF para formar a Mesa Redonda Global sobre Carne Sustentável (GRSB, na sigla em inglês).

O grupo já criou alguns princípios que devem ser ponderados na produção da carne, como meio de trabalho seguro e saudável aos funcionários, saúde e bem estar dos animais e do ecossistema. Os critérios também incluem a redução do desperdício, produção aprimorada e vitalidade econômica.

Segundo o calendário divulgado pela rede, o McDonald’s pretende apoiar o desenvolvimento de princípios e critérios mundiais em 2014, desenvolver metas para a compra de carne sustentável e começar a comprar essa “nova” carne em 2016.

Se der certo, a GRSB poderá reduzir significativamente os impactos de uma das indústrias mais destrutivas do planeta. Mas reduzir os impactos não é o mesmo que ser sustentável. Segundo especialistas, é difícil visualizar uma mudança se o mundo continuar consumindo carne nas quantidades atuais. Uma abordagem mais realista para a carne sustentável precisa incluir a redução da procura junto com a evolução da produção.

via Info Online

Advertisements

Ônibus movido a lixo completa 30 anos, mas tecnologia não recebeu aprimoramentos

Em 1984, ônibus movidos a gás metano rodavam com destaque na cidade de São Paulo. Era uma solução para a dependência do petróleo e para o problema do lixo. Mas com os primeiros problemas, projeto não foi aperfeiçoado. O ônibus a lixo ou esgoto é uma realidade em países como a Noruega.

Adamo Bazani

Apesar de hoje as questões ambientais terem ganhado mais espaço, pela maior degradação dos recursos naturais e da qualidade de vida da população mundial, a preocupação não é de agora. Além disso, depois das sucessivas crises do Petróleo, desde as Guerras Mundiais, passando pela revolução Islâmica de Alatoiá Khomeini, que abalou as estruturas dos países do Oriente Médio, até a atuação livre e sem precedentes da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo, as buscas de soluções que deixassem os transportes menos dependentes do diesel e gasolina, fizeram com que engenheiros e institutos de pesquisas brasileiros desenvolvessem verdadeiros avanços para tornar essa dependência do petróleo um pouco menor.
Infelizmente, por pressão da indústria petrolífera e de alguns fabricantes de motores diesel, além da falta de vontade política em prol de um transporte público mais limpo e eficiente, nem todas essas experiências, que poderiam ser aperfeiçoadas, foram levadas a sério, não indo para frente e rendendo os frutos esperados.
Foi o que aconteceu com os veículos como este ônibus da foto. No final dos anos de 1970, uma parceria entre o IPT- Instituto de Pesquisas Tecnológicas, a Mercedes Benz do Brasil, Finep – Financiadora de Pesquisas e Estudos do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Sabesp (companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) e a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – decidiu resolver dois grandes problemas de cidades como São Paulo: a poluição do ar provocada pela dependência do diesel e a destinação do lixo, cuja produção aumentava e os espaços para depósitos já iam ficando cada vez mais escassos.

mb362
Surgia o gás metano como combustível para ônibus. A lógica de utilização era simples. Em vez de jogar na atmosfera o gás emitido pela queima ou decomposição do lixo, este, transformado em biogás, poderia ser convertido em fonte de energia automotivo. Além da decomposição ou queima de lixo, o gás metano está presente na extração de combustível mineral, em fontes naturais como pântano e até na digestão de animais herbívoros.
Sozinho, o gás metano provoca calor e é um dos responsáveis pelo efeito estufa, o que ocasiona o tão real e temido aquecimento global. Mas processado, pode ter seu efeito poluente menor, sendo menos agressivo ao ar que a queima do óleo diesel e não é desperdiçado nos lixões, que provocam um impacto ambiental negativo muito relevante nas regiões onde estão instalados.
Depois destes estudos, em 1983, a Mercedes Benz já colocava em testes seus Monoblocos O 362 em funcionamento, a título de testes. A CMTC era uma companhia inovadora. Com recursos públicos, ela fazia investimentos e trazia novidades que jamais viriam da iniciativa privada. Como ônibus a gás metano não foi diferente. Um ano depois dos testes na Mercedes, em 1984, praticamente uma linha inteira funcionava apenas com ônibus a gás metano. Era a CEASA – Lapa. A experiência foi bem sucedida e, em 1987, havia mais de 20 veículos em circulação. Um dos locais de abastecimento dos ônibus, onde havia uma espécie de processadora do gás, era o lixão da região de Interlagos, na zona Sul de São Paulo.Alguns problemas técnicos surgiram, mas nada que aperfeiçoamentos não pudessem contornar. Hoje o gás metano, no mundo, é ainda usado como combustível. Exemplo é Oslo, na Noruega, que opera 80 ônibus movidos pelo gás obtido pela emissão de esgoto da região. O lixo é ainda visto como fonte de energia para outros tipos de ônibus,como para o trólebus, o que aumentaria os ganhos ambientais já apresentados pelos ônibus elétricos. A Tuttotrasporti, a Ibrava e a Iluminatti desenvolveram projetos, ainda não assimilados pelo poder público, pelos quais a queima de lixo poderia gerar energia elétrica para os trólebus.
O ônibus elétrico, por si só, já resolve o problema da emissão de poluentes. Com a idéia, ajudaria também na problemática questão do lixo.
A foto, do Informativo número 137 do IPT, de julho de 1987, mostra que o País tem profissionais capacitados e soluções ambientais e econômicas que não são de hoje. Basta um pouco mais de políticas voltadas ao transporte com combustíveis alternativos.
Comprovadamente, o lixo deixa as operações por ônibus mais baratas. Nos estudos de 2008 de Oslo, Noruega, o biogás de metano chegava a custar 40 centavos de euro menos por litro que o diesel convencional.
Se nos anos 80, a CMTC, com seu pioneirismo, conseguiu colocar um ônibus assim para rodar, sem ainda os avanços tecnológicos dos motores eletrônicos, e das usinas mais modernas de processamento de lixo, imagine agora o que poderia ser feito. Exemplo atuais no mundo existem e mostram-se bem sucedidos.

Adamo Bazani, busólogo, repórter da CBN e que sabe que o lixo de um problema, pode se tornar uma solução, desde que haja investimentos em tecnologias que nós mesmos temos condições de desenvolver.

via Ônibus Brasil

Uma xícara de café gasta 140 litros de água

Por Richard Jakubaszko

Via Observatório da Imprensa

O título deste artigo é a manchete que foi publicada na mídia e na blogosfera. A mídia acrítica e a blogosfera repercutiram tudo, sem quaisquer questionamentos, demonstrando um ambiente completamente idiotizado. Sintetizo abaixo, de forma resumida, o que foi relatado. Na sequência faço alguns comentários que me parecem relevantes sobre as causas da falta de sentido crítico da mídia.

“A produção de uma xícara de café exige 140 litros d’água, anunciou a organização de proteção do meio ambiente Fundo Mundial para a Natureza (WWF), em comunicado divulgado dia 13 de março último à margem do Fórum Mundial da Água, celebrado em Marselha, sul da França. A ONG calcula quantos litros são usados na produção da bebida, desde seu cultivo até a fabricação da xícara. Assim, uma xícara de café equivale ao gasto de 140 litros de água, dependendo do material do recipiente e da origem do açúcar.

A organização ambientalista aplicou um indicador elaborado pela Universidade de Twente, na Holanda, para registrar a ‘pegada hídrica’ da xícara de café, que leva em conta o impacto de toda a cadeia de produção na fonte de água doce. O cálculo de 140 litros para uma xícara de café compreende, segundo o WWF, a água usada no cultivo do pé de café, na colheita, no transporte, na venda e no preparo, explicou a ONG. O indicador inclui, ainda, o volume d’água necessário para a fabricação da xícara em que se bebe o café. Se forem adicionados leite e açúcar ao café, e se um copo de plástico for empregado para servir a bebida, ‘a pegada hídrica’ de uma xícara de café passará para 200 litros, com variantes se o açúcar for branco, procedente da beterraba, ou mascavo, da cana-de-açúcar, acrescentou. ONU alerta sobre ameaça de falta de abastecimento de água. O Fórum Mundial da Água começou em Marselha ‘de olho na Rio+20’.”

Alguns comentários

Esse é o perigo: deram uma calculadora para algum ambientalista, talvez com talento para ser economista, mas sem nenhuma visão holística, ou sistêmica e sem nenhuma percepção do que é o todo. O resultado é semelhante ao de se entregar uma metralhadora nas mãos de uma criança com raiva. Da mesma forma é o resultado de se entregar um espaço jornalístico, na mídia eletrônica ou impressa, a jornalistas despreparados para a função e para a vida.

A premissa dessa questão é o paradigma de que vai faltar água potável (água doce) para abastecer os 9 bilhões de pessoas que teremos no planeta dentro de 25 ou 30 anos, pois apenas 3% da água existente no planeta é doce, e 97% é salgada. Primeiro erro: esqueceram (os ambientalistas mal intencionados e os jornalistas mal informados) de que o planeta Terra deveria chamar-se planeta Água, pois somos mais de 4/5 de água, incluindo os oceanos, é claro. E de que água não acaba (não existe na química ou física, à exceção da eletrólise, algo que faça a água sumir). A mesma quantidade de água que existe hoje, existia há 2 ou 3 milhões de anos atrás. E a água se recicla permanentemente, sempre nos 3 estágios que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso.

Segundo erro: a calculadora do economista-ambientalista (que é holandês) ensandecido partiu de uma estatística feita em países com pouquíssima água (como Israel e Espanha). Nesses, o problema da água é crítico: “descobriram” que 70% da água consumida era usada na irrigação, para agricultura e pecuária, 20% pelas indústrias e 10% por consumo humano. Entenderam (na verdade, decidiram…) que isso levaria ao caos do planeta. Dever-se-ia economizar água na agricultura e, portanto, os perdulários dos produtores rurais teriam de ser contidos a qualquer custo. Daí para campanhas que atacam o consumo de água pelo boi, e agora pela xícara de cafezinho, foi um pulo muito pequeno. Ignoram que o boi faz xixi. Esquecem que bebe água de chuva, mas calculam como débito a água da chuva, no pasto e no cafezal, como “água gasta, consumida”. Na tal calculadora, não há créditos.

A água não vai para o “quinto dos infernos”

Terceiro erro: o critério de “pegada hídrica” desenvolvido pela Universidade de Twente, na Holanda, não tem aceitação internacional em nenhuma outra universidade, pois utiliza métodos estapafúrdios e emocionais, sem base na boa ciência. O referido indicador nem é polêmico, ele simplesmente não é aceito como ciência. Desta forma, o WWF pega um factoide monstrengo, acrescenta comentários, e a mídia digere e divulga acriticamente todas as besteiras inconvenientes.

Neste ínterim, passamos aos “controles e à gestão da água”, eis que para irrigar sua lavoura o agricultor (principalmente o brasileiro) deve fazer “estudos de impacto ambiental”. Numa boa, ambientalistas e especialistas de água, como que surgidos do nada, passaram a faturar uma graninha extra em consultoria e as agências reguladoras proliferaram mundo afora. Não se financia um pivot de irrigação sem que haja um “estudo de impacto ambiental”. Fazer uma barraginha ou poço artesiano é quase um crime ambiental. Se a gente contasse isso para um visitante extraterrestre ele iria embora em definitivo… As finesses e firulas do raciocínio ambientalista, tipo se for açúcar cristal branco ou mascavo, são hilárias, mas tentam dar embasamento ao “estudo científico”. Como diz o ex-ministro Delfim Netto, toda estatística bem torturada confessa qualquer coisa…

Ora, água é vital à vida. Por isso os cientistas procuram sinais de água em planetas pelo universo infinito. Até o ponto de achar que a água é vital a gente concorda com os ambientalistas. O que se deve ter em mente, de forma clara, é que o consumo de água, em qualquer situação, seja agrícola ou industrial, não “gasta” água, apenas interfere em seu processo. Quando usada na agricultura, na forma de irrigação, ou também por chuvas, como é calculada na métrica neurótica e emocional dos ambientalistas-economistas, a água não vai para o “quinto dos infernos” como costumo afirmar em conversas com amigos. Essa água revitaliza o solo, dá sustentabilidade à produção de alimentos, é filtrada em suas impurezas, e vai para o lençol freático. Dali retorna para os rios ou vai para os aquíferos, e destes para os mares. Nos mares haverá evaporação, que são as nuvens, e estas, depois de centenas ou milhares de quilômetros percorridos, em chuvas. É o destino de toda água, em todo o planeta, inexorável, queiram ou não os ambientalistas.

Querem governar o mundo

Portanto, quando o homem interfere no ciclo de vida da água (doce) e faz com que cada gota de água demore mais tempo para chegar aos mares, estará beneficiando e dando sustentabilidade à vida. É simples e cristalino. Ao contrário disso, os urbanos, especialmente em grandes núcleos populacionais, emporcalham a água de seus rios com esgotos, resíduos e entulhos, tornando esses rios poluídos e sem vida. Com uma agravante perversa: as grandes cidades não possuem lençóis freáticos, pois estão asfaltadas, cimentadas e azulejadas. As árvores não têm espaço para receber água em suas raízes e por esta razão desabam com ventos um pouco mais fortes. Como há pouca evapotranspiração, as cidades são mais quentes e por isso recebem mais chuvas, para esfriar. Mas quando chove, as águas não penetram no solo impermeabilizado, rolam céleres para os rios poluídos, inundando tudo pelo caminho.

Insanidade humana e ambiental! Não há dúvidas de que os ambientalistas-economistas são urbanos, trabalham no ar condicionado de seus gabinetes, fazem três refeições ao dia e nunca se perguntam de onde vêm os alimentos que consomem. Estes são comprados no supermercado do bairro, e isso é o suficiente para eles. Da mesma forma, os colegas jornalistas que repetem as ensandecidas invenções das “pegadas hídricas”.

Na visão e opinião dos ambientalistas urbanos, e também de alguns jornalistas mal informados, o produtor rural é um criminoso ambiental. Por isso ele precisa ser execrado e queimado em praça pública, como exemplo… Já escrevi sobre isso dúzias de vezes, chega a dar cansaço mental repetir as mesmas coisas e um desânimo enorme ver que os ambientalistas, ainda por cima, se acham no caminho certo e possuem a certeza de que ganharão o reino dos céus pela sua luta verde. Eles querem a punição de todo agricultor que plante em pé de morro, através do Código Florestal, por exemplo. Querem proibir e proibir. Esquecem que o que desaba e desmorona é morro urbano desmatado, mal urbanizado, com construções sem fundações, nas chamadas favelas. Com esse raciocínio desequilibrado encaminham-se para fundar uma sociedade ambientalista supranacional. Querem governar o mundo! E aquilo que imaginam e especulam hoje poderá virar lei no futuro.

Vejam que cálculo ridículo, qual o sentido prático de saber que uma xícara de cafezinho de 60 ml gastou 140 litros de água? Eles que parem de tomar cafezinho e de comer suas picanhas. Assim não se sentirão culpados, pois quem sente culpa e quer punir a todos por isso não ganha o reino dos Céus…

Pai dos Céus, perdoa-os, eles não sabem o que fazem! Mas manda esse pessoal pensar, ao menos isso! E que a mídia não replique essas bobagens!

***

Richard Jakubaszko é jornalista, publicitário e escritor.

Mais um passo para a eliminação dos lixões até 2014

por Luiza de Araujo Furiatti

Uma das metas de grande relevância definida na Política Nacional dos Resíduos Sólidos é a eliminação dos chamados “lixões” até 2014. Muito se tem discutido e algumas pessoas afirmam ser impossível. Mas o governo tem mostrado empenho e tomado medidas para a concretização.
De acordo com a Lei 12.305/2010 (Política Nacional dos Resíduos Sólidos), os planos de resíduos sólidos são instrumentos da política, e serão elaborados em âmbito nacional, estadual, municipal, intermunicipal, microrregionais e também há o plano de gerenciamento de resíduos
Ressalta-se que a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos já foi apresentada pelo governo e nos últimos meses foi discutida em cinco audiências públicas, divididas nas cinco respectivas regiões do país, cuja consolidação se dará em audiência pública nacional que ocorrerá nos próximos dias 30 de novembro e 1º de dezembro em Brasília. A participação da sociedade e dos técnicos é muito importante, as inscrições são obrigatórias e vão até o dia 23 de novembro, sendo realizadas pelo site http://www.cnrh.gov.br/pnrsnac/.
Em síntese, o plano indica diretrizes para o aproveitamento energético, possibilidades de diminuição de lixões, maior aplicação de reutilização, reciclagem e redução da quantidade de resíduos, medidas para aplicação da gestão de resíduos regionalizada, aplicabilidade de normas para destinação final de rejeitos. São medidas práticas para chegarmos aos objetivos determinados pela Lei.
Agora chegou o momento dos Estados e Municípios elaborarem seus planos, e apresentarem os projetos para concorrerem a liberação de recursos nacionais. A chamada pública, foi aberta no dia 21 de outubro e prevê recursos de R$ 70 milhões para apoio a projetos de gestão adequada para a área aos estados, Distrito Federal, consórcios públicos e municípios.
O objetivo da elaboração dos planos é provocar uma mudança nos padrões de consumo dos brasileiros e conseqüentemente também na maneira como os cidadãos se relacionam com os resíduos.
Outro ponto relevante é alcançar a sustentabilidade. É a harmonização do meio ambiente com crescimento econômico e social.

via Vivo Verde

Caixa e Banco Mundial assinam acordo para projetos de resíduos sólidos

via Assessoria de Imprensa da CAIXA

A Caixa Econômica Federal vai contratar operação de crédito com o Banco Mundial, no valor de 50 milhões de dólares, para aplicação em projetos de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e financiamento de carbono. A contratação já foi aprovada pelo Senado Federal e será assinada nos próximos dias. A CAIXA é a única instituição no Brasil autorizada pelo Banco Mundial a intermediar recursos do Carbon Partnership Facility (CPF), plataforma inovadora de fomento ao mercado mundial de carbono.

O empréstimo possibilitará à CAIXA disponibilizar novo funding para aplicação em RSU, tanto para o setor público quanto para o setor privado. Os recursos serão utilizados para implementar o Programa de Financiamento para a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). Esse programa desenvolve ações integradas para a gestão dos resíduos sólidos urbanos envolvendo o tratamento e a disposição final, para reduzir impactos ambientais e sociais, melhorar a saúde pública, além de promover soluções econômica e ambientalmente sustentáveis.

Com o novo funding, além de financiar entidades públicas e privadas no tratamento de resíduos sólidos, a CAIXA desenvolverá ações para implementar e monitorar os investimentos no segmento. No setor público, podem ser contemplados os estados, Distrito Federal, municípios e empresas públicas com receita própria, como algumas companhias estaduais de saneamento. No setor privado, concessionárias ou subconcessionárias privadas de serviço público de saneamento básico ou empresas privadas, organizadas na forma de SPE (Sociedade de Propósito Específico) para o manejo de resíduos sólidos urbanos, desde que legalmente autorizadas a executar ações financiadas pelo Programa. Podem ser financiadas a construção e operação de aterros sanitários, o fechamento de aterros a céu aberto com o tratamento dos impactos ambientais, e o desenvolvimento de instalações alternativas para tratamento de resíduos.

Os créditos de carbono gerados pelos empreendimentos serão comercializados pela CAIXA sob guarda de acordo CAIXA-Banco Mundial/CPF, firmado em dezembro de 2009 na Dinamarca e poderão ser aceitos como garantia acessória ao financiamento.

Consumo de adubos cresce duas vezes a média mundial

via Suinocultura Industrial

Estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (FAO-OCDE) aponta que o Brasil deverá aumentar em 40% a produção agrícola até 2019, superando com grande margem países como Ucrânia (29%), Rússia (26%), China (26%), Índia (21%), Austrália (17%), Estados Unidos e Canadá (10 a 15%). Para que essa projeção se concretize, porém, o país deverá avançar no uso de insumos agrícolas.

Hoje o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes. O consumo, em 2010, foi de 24,6 milhões de toneladas, o equivalente a 6% do mercado mundial, atrás dos EUA (12%), Índia (16%) e China (30%). Esse volume ainda é baixo diante do potencial do mercado brasileiro e dos desafios que o país terá de enfrentar.

Segundo Francisco Eduardo Lápido-Loureiro, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) e um dos autores do livro “Fertilizantes, Agroindústria e Sustentabilidade”, cerca de 80% das propriedades produtivas brasileiras são de pequenos produtores e baseadas em agricultura familiar, que usam pouca ou nenhuma tecnologia ou fertilizantes.

“Cerca de 60% dos estabelecimentos agrários não aplicam nenhum tipo de fertilizante. Com isso, o país tem um déficit de 900 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados, 400 mil toneladas dos fosfatados e os de potássio”, diz.

A utilização de insumos minerais, porém, é crescente: o Brasil passou de um consumo de 69 quilos por hectare em 1995 para 132 quilos em 2009. Ao mesmo tempo, os EUA caíram de 184 quilos por hectare para 114 quilos. Diante das perspectivas de crescimento da produção e do potencial de mercado a ser explorado, espera-se um aumento ainda maior na demanda por fertilizantes, cuja taxa de crescimento de 6% ao ano é o dobro da média mundial.

Aumentar a oferta brasileira de fertilizantes é fundamental para o país garantir a continuidade da expansão do seu agronegócio.

“Para atender a esta crescente demanda estão previstos, até 2015, investimentos de US$ 13 bilhões, que representam 15% de tudo o que será investido no mundo na área de fertilizantes”, informa David Roquetti Filho, diretor executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda).

Em termos globais há vários fatores impulsionando o crescimento da demanda por fertilizantes, que deverá ultrapassar 200 milhões de toneladas em 2015 para atender as demandas de alimentos da população, que irá atingir 7,7 bilhões de pessoas. A começar pelo potencial de terras aráveis, limitado a 0,5% ao ano até 2020.

Soma-se a isso o crescimento da população urbana, que tem padrões de dietas mais altos, e as perspectivas de aumento de consumo de grãos, que deverá atingir níveis recordes, exigindo cada vez mais aumento da produtividade devido à limitação de água potável e terras agrícolas.

Veja aqui a matéria completa no portal Suinocultura Industrial.

Nos EUA, indústria da carne acentua movimento pelo fim do subsídio ao etanol de milho

Via AviSite

Embora a perspectiva de sensível redução dos subsídios destinados ao etanol produzido a partir do milho seja algo muito próximo, a indústria norte-americana não dá trégua à sua batalha pelo fim desses subsídios e se utiliza das mais diferentes ferramentas para demonstrar o real efeito dessa política no bolso do consumidor – em especial, no preço das carnes, que têm subido continuamente desde 2010.

Dentro desse objetivo, o setor acaba de lançar um novo – www.cornforfoodnotfuel.com – literalmente, milho para alimento, não para combustível – através do qual desenvolve campanha visando atrair consumidores pró-movimento contra o etanol de milho. Paralelamente, o site mostra os desdobramentos enfrentados pelos produtores de carnes, ovos e leite com a concessão de pesados subsídios à indústria do etanol.

Mas como a política dos EUA para o etanol de milho afeta, por extensão, o abastecimento do mercado mundial, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) também fez seu próprio estudo a respeito. Um dos resultados mostra, por exemplo, que entre 2005 e 2011, para um aumento (previsto) entre 5% e 6% na produção de milho, o uso do grão na produção do etanol deve subir mais de 270%.
Com a redução do subsídio esse consumo tende a evoluir de maneira mais comedida. Ainda, assim, o estimado para 2012 é um consumo quase 300% maior que o de 2005, contra uma expansão inferior a 15% na produção.