Mais um passo para a eliminação dos lixões até 2014

por Luiza de Araujo Furiatti

Uma das metas de grande relevância definida na Política Nacional dos Resíduos Sólidos é a eliminação dos chamados “lixões” até 2014. Muito se tem discutido e algumas pessoas afirmam ser impossível. Mas o governo tem mostrado empenho e tomado medidas para a concretização.
De acordo com a Lei 12.305/2010 (Política Nacional dos Resíduos Sólidos), os planos de resíduos sólidos são instrumentos da política, e serão elaborados em âmbito nacional, estadual, municipal, intermunicipal, microrregionais e também há o plano de gerenciamento de resíduos
Ressalta-se que a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos já foi apresentada pelo governo e nos últimos meses foi discutida em cinco audiências públicas, divididas nas cinco respectivas regiões do país, cuja consolidação se dará em audiência pública nacional que ocorrerá nos próximos dias 30 de novembro e 1º de dezembro em Brasília. A participação da sociedade e dos técnicos é muito importante, as inscrições são obrigatórias e vão até o dia 23 de novembro, sendo realizadas pelo site http://www.cnrh.gov.br/pnrsnac/.
Em síntese, o plano indica diretrizes para o aproveitamento energético, possibilidades de diminuição de lixões, maior aplicação de reutilização, reciclagem e redução da quantidade de resíduos, medidas para aplicação da gestão de resíduos regionalizada, aplicabilidade de normas para destinação final de rejeitos. São medidas práticas para chegarmos aos objetivos determinados pela Lei.
Agora chegou o momento dos Estados e Municípios elaborarem seus planos, e apresentarem os projetos para concorrerem a liberação de recursos nacionais. A chamada pública, foi aberta no dia 21 de outubro e prevê recursos de R$ 70 milhões para apoio a projetos de gestão adequada para a área aos estados, Distrito Federal, consórcios públicos e municípios.
O objetivo da elaboração dos planos é provocar uma mudança nos padrões de consumo dos brasileiros e conseqüentemente também na maneira como os cidadãos se relacionam com os resíduos.
Outro ponto relevante é alcançar a sustentabilidade. É a harmonização do meio ambiente com crescimento econômico e social.

via Vivo Verde

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Mesmo com lei aprovada, logística reversa ainda não é realidade

por Daniel Mello, da Agência Brasil
via Exame

Sancionada há um ano, no dia 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos mudou a maneira como o governo, em suas três esferas, empresas e cidadãos devem encarar a destinação do lixo. Um dos principais pontos diz respeito à logística reversa, que traz para os vendedores e fabricantes parte da responsabilidade no descarte dos resíduos dos produtos.

Esse tema depende de acordos com as cadeias produtoras que devem definir o modelo de recolhimento, reciclagem e destinação final, para entrar efetivamente em funcionamento. Mas, até o momento, nenhum ramo industrial apresentou proposta nesse sentido.

Para a coordenadora de Ambiente Urbano do Instituto Polis, Elisabeth Grimberg, o atraso no processo de definição da logística reversa se deve à falta de empenho das indústrias. “[Não há] Nenhum movimento dos fabricantes nessa direção de assumir que estão fazendo uma discussão de com qual modelo eles vão fazer a parte deles”, disse em entrevista à Agência Brasil.

A indefinição prejudica, segundo Elisabeth, outros pontos previstos na política nacional, como os planos municipais para gestão de resíduos. Isso porque as estratégias devem levar em conta todo o manejo, incluindo a coleta e reciclagem da qual as empresas também deverão participar.

A situação se agrava, na avaliação da especialista, em razão dos prazos. Os planos municipais devem ser concluídos até 2012 e, em 2014, só poderão ir para os aterros o lixo que não tem mais como ser aproveitado ou remanufaturado.

Existem, entretanto, setores que estão mais avançados no processo de discussão, segundo o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente, Nabil Bonduki. Ele cita, por exemplo, os fabricantes e distribuidores de lubrificantes que, de acordo com o secretário, deverão assinar um acordo setorial antes do fim deste ano.

Outros, como o de eletroeletrônicos, Bonduki define como “complexos” porque abrange vários produtores diferentes. “Envolve computadores, celulares, eletrodomésticos”, enumera. Diversidade que, na avaliação dele, deve dificultar a assinatura de um acordo. “Certamente na hora da definição de qual será a proposta não será fácil encontrar um denominador comum. Talvez terá que ser feita, em cada um desses segmentos, uma proposta específica”, antecipa.

Veja aqui a matéria completa.

Brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano, mostra pesquisa

por Vinicius Konchinski

Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há dez anos.

A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários. Os lixões precisam fechados até 2015.

Segundo levantamento feito pela Abrelpe, em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não receberam uma destinação adequada no ano passado.

Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo.

via Agência Brasil

Indústria se une pelo reaproveitamento do vidro

Com uma produção anual de 980 mil toneladas de embalagens de vidro, estima-se que o Brasil reaproveite apenas 47% desse material. A indústria do vidro e setores interessados no reaproveitamento desses recursos movimentam-se para mudar esse quadro.
A Abividro, associação que reúne os fabricantes de vidro, pretende gerenciar a logística reversa desses resíduos, já seguindo a orientação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta foi encaminhada à Associação Brasileira de Embalagem, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e uma grande lista de segmentos industriais.
Grandes fabricantes de vidro utilizam os cacos na composição de seus produtos, a Owens-illinois do Brasil utiliza 150 mil toneladas de caco de vidro por ano em sua produção. Algumas fábricas da Verallia, do Grupo Saint-Gobain trabalham com 80% do vidro reciclado.


Segundo o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte, a indústria só precisa se unir: “Para o reaproveitamento desses materiais, existem cadeias que funcionam de uma forma não organizada. Se trabalharmos em conjunto, teremos ganhos de produtividade, preço e escala que serviriam para aumentar os índices de reciclagem”.
Confira aqui os números da reciclagem de vidro na Europa.

Reciclagem de pára-brisas
De acordo com estudos do Instituto Autoglass Socioambiental de Educação (IASE), apenas 5% dos vidros automotivos são reutilizados. Para ser reciclado, o pára-brisa passa por um processo onde é retirada a tela de PVB (polivinil butiral), um polímero que garante a segurança e não espalha os estilhaços durante a quebra. Atualmente a Autoglass recolhe cerca de 1.440 toneladas de vidros automotivos por ano.

fonte: brasileconomico