Ônibus movido a lixo completa 30 anos, mas tecnologia não recebeu aprimoramentos

Em 1984, ônibus movidos a gás metano rodavam com destaque na cidade de São Paulo. Era uma solução para a dependência do petróleo e para o problema do lixo. Mas com os primeiros problemas, projeto não foi aperfeiçoado. O ônibus a lixo ou esgoto é uma realidade em países como a Noruega.

Adamo Bazani

Apesar de hoje as questões ambientais terem ganhado mais espaço, pela maior degradação dos recursos naturais e da qualidade de vida da população mundial, a preocupação não é de agora. Além disso, depois das sucessivas crises do Petróleo, desde as Guerras Mundiais, passando pela revolução Islâmica de Alatoiá Khomeini, que abalou as estruturas dos países do Oriente Médio, até a atuação livre e sem precedentes da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo, as buscas de soluções que deixassem os transportes menos dependentes do diesel e gasolina, fizeram com que engenheiros e institutos de pesquisas brasileiros desenvolvessem verdadeiros avanços para tornar essa dependência do petróleo um pouco menor.
Infelizmente, por pressão da indústria petrolífera e de alguns fabricantes de motores diesel, além da falta de vontade política em prol de um transporte público mais limpo e eficiente, nem todas essas experiências, que poderiam ser aperfeiçoadas, foram levadas a sério, não indo para frente e rendendo os frutos esperados.
Foi o que aconteceu com os veículos como este ônibus da foto. No final dos anos de 1970, uma parceria entre o IPT- Instituto de Pesquisas Tecnológicas, a Mercedes Benz do Brasil, Finep – Financiadora de Pesquisas e Estudos do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Sabesp (companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) e a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – decidiu resolver dois grandes problemas de cidades como São Paulo: a poluição do ar provocada pela dependência do diesel e a destinação do lixo, cuja produção aumentava e os espaços para depósitos já iam ficando cada vez mais escassos.

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Surgia o gás metano como combustível para ônibus. A lógica de utilização era simples. Em vez de jogar na atmosfera o gás emitido pela queima ou decomposição do lixo, este, transformado em biogás, poderia ser convertido em fonte de energia automotivo. Além da decomposição ou queima de lixo, o gás metano está presente na extração de combustível mineral, em fontes naturais como pântano e até na digestão de animais herbívoros.
Sozinho, o gás metano provoca calor e é um dos responsáveis pelo efeito estufa, o que ocasiona o tão real e temido aquecimento global. Mas processado, pode ter seu efeito poluente menor, sendo menos agressivo ao ar que a queima do óleo diesel e não é desperdiçado nos lixões, que provocam um impacto ambiental negativo muito relevante nas regiões onde estão instalados.
Depois destes estudos, em 1983, a Mercedes Benz já colocava em testes seus Monoblocos O 362 em funcionamento, a título de testes. A CMTC era uma companhia inovadora. Com recursos públicos, ela fazia investimentos e trazia novidades que jamais viriam da iniciativa privada. Como ônibus a gás metano não foi diferente. Um ano depois dos testes na Mercedes, em 1984, praticamente uma linha inteira funcionava apenas com ônibus a gás metano. Era a CEASA – Lapa. A experiência foi bem sucedida e, em 1987, havia mais de 20 veículos em circulação. Um dos locais de abastecimento dos ônibus, onde havia uma espécie de processadora do gás, era o lixão da região de Interlagos, na zona Sul de São Paulo.Alguns problemas técnicos surgiram, mas nada que aperfeiçoamentos não pudessem contornar. Hoje o gás metano, no mundo, é ainda usado como combustível. Exemplo é Oslo, na Noruega, que opera 80 ônibus movidos pelo gás obtido pela emissão de esgoto da região. O lixo é ainda visto como fonte de energia para outros tipos de ônibus,como para o trólebus, o que aumentaria os ganhos ambientais já apresentados pelos ônibus elétricos. A Tuttotrasporti, a Ibrava e a Iluminatti desenvolveram projetos, ainda não assimilados pelo poder público, pelos quais a queima de lixo poderia gerar energia elétrica para os trólebus.
O ônibus elétrico, por si só, já resolve o problema da emissão de poluentes. Com a idéia, ajudaria também na problemática questão do lixo.
A foto, do Informativo número 137 do IPT, de julho de 1987, mostra que o País tem profissionais capacitados e soluções ambientais e econômicas que não são de hoje. Basta um pouco mais de políticas voltadas ao transporte com combustíveis alternativos.
Comprovadamente, o lixo deixa as operações por ônibus mais baratas. Nos estudos de 2008 de Oslo, Noruega, o biogás de metano chegava a custar 40 centavos de euro menos por litro que o diesel convencional.
Se nos anos 80, a CMTC, com seu pioneirismo, conseguiu colocar um ônibus assim para rodar, sem ainda os avanços tecnológicos dos motores eletrônicos, e das usinas mais modernas de processamento de lixo, imagine agora o que poderia ser feito. Exemplo atuais no mundo existem e mostram-se bem sucedidos.

Adamo Bazani, busólogo, repórter da CBN e que sabe que o lixo de um problema, pode se tornar uma solução, desde que haja investimentos em tecnologias que nós mesmos temos condições de desenvolver.

via Ônibus Brasil

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Ação da Comlurb mostra montanha de lixo deixado em Copacabana

Ações que buscam evidenciar os malefícios causados ao meio ambiente por nossas próprias atitudes são sempre bem vindos. Não é de hoje que o problema do lixo deixado nas areias das praias fique a cargo de garis e ações voluntárias, sendo necessário cada vez mais pessoas e investimentos envolvidos. Essa poluição que atinge a nós mesmos, nossos mares e outros seres vivos poderia ser evitada com ações simples.

Contra essa falta de consciência de parte da nossa população, que desfruta o verão e esquece da educação, a COMLURB-RJ (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) juntamente com o projeto voluntário “Rio, Eu Amo, Eu Cuido”, promoveram uma ótima campanha para mostrar o tamanho do problema.

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Na última terça-feira (21/01), a praia de Copacabana acordou com uma montanha de 40 toneladas de lixo recolhido em um só dia de praia cheia, envolvido por um laço vermelho. Para Ana Lycia Gayoso, coordenadora do movimento Rio Eu Amo Eu Cuido, a iniciativa foi a forma de tentar mudar as atitudes dos cariocas e visitantes:

– Fizemos essa montanha de lixo com o laço de presente e as faixas para mostrar que o carioca deixa na praia presentes horríveis para a cidade. Só se chocando que a pessoa vê o quanto ela está se alienando no seu papel de cidadão. Temos uma praia maravilhosa como essa e as pessoas fazem questão de “esquecer” o lixo na areia. Se cada um fizesse a sua parte, levasse o que consumiu na praia para fora dela e descartasse no lugar correto, a gente não teria esse problema. Encontramos aqui muita latinha, fralda descartável usada, cartelas de remédios, carrinho de feira, cadeira de praia, enfim, é como se a praia fosse um lugar para descartar qualquer coisa e isso não pode ser assim.

Com certeza a preservação irá manter qualquer área natural mais viva e receptiva por mais tempo, é essencial que tenhamos mais respeito com nosso “quintal de casa”.

via EcoDebate

Empresa vai premiar quem anda a pé ou de bicicleta em Londres

por Vanessa Barbosa

via Exame

Imagine ser recompensado monetariamente por deixar o carro em casa e ir a pé ou de bicicleta para o trabalho? Essa é a tática que Londres pretende adotar para estimular a mobilidade sustentável, reduzir a poluição e os níveis de congestionamento.

Por trás do bônus verde está a empresa Recyclebank, que criou um aplicativo para smartphone capaz de mensurar e pontuar os deslocamentos por meios alternativos de cada pessoa. Esses pontos serão convertidos em prêmios, que poderão ser resgatados na forma de descontos em lojas e cinemas conveniados.

Até o final do ano, um grupo de pessoas vai testar o programa antes do lançamento, previsto para o segundo semestre de 2012. O projeto de incentivo verde foi anunciado nesta segunda e conta com o apoio da prefeitura de Londres.

Sede das próximas Olimpíadas, a cidade conhece bem os efeitos benéficos do transporte alternativo não só para o meio ambiente, mas para a economia. Segundo estudo da London School of Economics, a prática do ciclismo gera R$ 7,9 bilhões para os cofres britânicos anualmente.

Recyclebank

Criado há sete anos, o Recyclebank nasceu como um programa de incentivo à reciclagem, recompensando consumidores que descartam corretamente o lixo. As famílias participantes do programa conseguem receber até 200 dólares por ano.

Atualmente, a iniciativa, presente no Reino Unido e nos Estados Unidos, conta com mais de 3 milhões de participantes e 3 mil estabelecimentos comerciais conveniados.

Prédio abrigará floresta vertical na Itália

por Aline Monteiro

via portal Exame

Duas torres verdes estão sendo construídas em Milão, Itália. O Bosco Verticale (floresta vertical, em português) é um projeto de reflorestamento metropolitano com a finalidade de contribuir com o desenvolvimento da biodiversidade no ambiente urbano.

A utilização de áreas verticais é uma forma de inserir espaços verdes na área urbana sem que seja preciso expandir o território da cidade. O modelo em construção na Itália opera de acordo com as políticas de reflorestamento das fronteiras urbanas do país.

São duas torres residenciais de 110 e 70 metros de altura que hospedarão cerca de 900 árvores, além de uma variedade de arbustos e plantas florais. Em um terreno plano, a área verde das torres seria equivalente a 10.000 m² de floresta.

A diversidade vegetal produz umidade, absorve o CO2, protege o ambiente do Sol e da poluição sonora. Segundo o projeto, que começou a ser desenvolvido em 2007 e está na etapa de construção, as plantas serão regadas com água filtrada e reutilizada do próprio prédio. Sistemas de energia eólica e solar vão colaborar com a autossuficiência energética das duas torres.

Ecoparque da Abrunheira entra em pleno funcionamento em 2012

12/07/11
Via Ambienteonline

A Central de Digestão Anaeróbia (CDA) já iniciou os testes, no mais recente Ecoparque da Tratolixo, localizado em Mafra / Portugal. Mas só no final do ano deverá ficar concluída a fase experimental, anunciou Domingos Saraiva, presidente da Tratolixo, ao AmbienteOnline.

Se os seis meses de teste demonstrarem que a tecnologia está a ter os resultados pretendidos, a unidade estará pronta para produzir 20,4 mil toneladas de composto a partir de 40 mil toneladas de resíduos urbanos biodegradáveis e 160 mil toneladas de resíduos urbanos indiferenciados. Em 2012 poderão ser assim gerados 18,3 GWh/ano de energia, a partir do biogás produzido, o suficiente para abastecer cerca de 2,5 mil famílias, naquela que é a maior CDA do País.

Também nesta altura estará concluída a empreitada do Ecoparque da Abrunheira, cujas obras ainda são visíveis nomeadamente nas Células de Confinamento Técnico. “Não é um aterro tradicional, uma vez que só para ali serão encaminhados os resíduos que não possam ter outro tipo de tratamento”, assegurou Domingos Saraiva. As três células ocupam cerca de 11 hectares e terão capacidade para cerca de 2,5 mil milhões de m3 de resíduos, o que corresponde a uma vida útil de 20 anos.

Veja aqui a notícia completa.

350.org

por André Demétrio

O 350.org é uma iniciativa liderada pelo escritor e ambientalista Bill McKibben, que possui várias publicações relacionadas ao meio ambiente e um dos primeiros livros que abordaram o aquecimento global: The End of Nature, 1989.

Cientistas e pesquisadores definiram o número 350 ppm (partes por milhão) como nível máximo de dióxido de carbono na atmosfera. Acima disso nosso ecossistema está sujeito aos impactos ambientais irreversíveis provocados pela concentração de CO², que bloqueia a saída do calor e dificulta a “respiração” da Terra. Hoje esse nível está em 393 ppm. O acúmulo do calor provoca uma série de sintomas e problemas discutidos intensamente hoje em dia, um dos mais evidentes e nítidos é o derretimento das calotas polares, visíveis por satélites da NASA como na imagem abaixo:

Em outubro de 2010 houve um grande evento coordenado (10/10/10), quando 188 países promoveram uma mobilização geral sobre o assunto divulgando e compartilhando o número 350 e sua mensagem através de fotos e símbolos. Em dezembro, a ação 350 EARTH contou com grandes símbolos visíveis por satélites. A consciência mundial aliada a uma ação organizada tem a intenção de alertar políticos e governos sobre um assunto chave para nosso futuro. No ano passado nessa mesma época houve o COP16 no México.

Países ricos concordam em contribuir em forma de empréstimo, com a justificativa de que esse valor será revertido em economia aos países em desenvolvimento. O Brasil e demais países falam em doações, pois concordam que os maiores responsáveis pelo cenário atual são os países mais ricos e industrializados. O debate político será longo mas podemos contribuir, o 350.org está provando isso de forma artística e conjunta. Para ver mais fotos, acesse o Flickr da ação e inspire-se.


Malé, Maldivas


São Carlos, São Paulo


Wellington, Nova Zelândia

Para 2011 um grande evento está marcado para setembro. Se você quer participar ou obter maiores informações sobre o 350.org, como soluções para diminuir o número atual, datas de eventos mundiais, material educativo, didático e comercial está disponível no site em diversas línguas com todos os detalhes dessa importante ação: www.350.org

Confira abaixo o vídeo promocional:

Novas tecnologias tornam viável obter energia do lixo

Por Elton Alisson, matéria completa disponível no portal da revista Exame

Em Borås, na Suécia, a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população de cerca de 64 mil habitantes é reciclada, tratada biologicamente ou transformada em energia (biogás), que abastece a maioria das casas, estabelecimentos comerciais e a frota de 59 ônibus que integram o sistema de transporte público da cidade.

Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.

“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, disse o professor de biotecnologia da Universidade de Borås, Mohammad Taherzadeh, durante o encontro acadêmico internacional Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais, realizado em 30 de março, em São Paulo.

Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borås, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.

De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002, com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.

Conheça aqui o Programa LIXO BOM AgE, a solução para os Resíduos Sólidos proposta pela AgE, semelhante ao modelo adotado na Suécia.