Digestão Anaeróbia ganha força no Reino Unido

A empresa Virilon, do Reino Unido, assinou um contrato para implantar Digestão Anaeróbia em Somerset, a usina produzirá calor e energia a partir de resíduos orgânicos.

Foram investidos cerca de £2,3 milhões (aprox. R$ 7 milhões) para construção dos Biodigestores, de um total de £10 milhões (aprox. R$30,2 milhões) para todo o complexo, que tratará 30.000 toneladas de resíduos orgânicos e irá gerar mais de 1MW de energia anualmente.

Os resíduos devidamente separados, serão misturados com água, processados e transformados em Biogás, uma fonte limpa e renovável de energia. E eletricidade vai ser introduzida na Rede Elétrica Nacional e o material resultante do processo será utilizado como adubo de alta qualidade.

A construção civil ficará por conta da Encon, e os trabalhos iniciam este mês. A previsão é que a usina entre em operação em 2013.

via Waste Management World

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ONU visita projeto paranaense de produção de energia e biofertilizante

Representantes da Organização das Nações Unidas visitaram quinta-feira (25) o projeto da comunidade rural Linha Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, que usa dejetos de criações para produção de energia e biofertilizantes. O projeto teve apoio da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, Itaipu, Prefeitura, Copel e Emater.

O projeto da comunidade envolve 32 famílias que estão organizadas numa cooperativa. O diretor-técnico da ONU para o Desenvolvimento Industrial, Dmitri Piskounov, e seus colegas foram acompanhados do secretário interino da Agricultura, Otamir César Martins, do presidente da Emater, Rubens Niederheitmann, do coordenador de energias renováveis da Itaipu, Cícero Blay Júnior, e do prefeito Moacir Froehlich.

A Emater trabalhou na organização dos produtores, ajudando a formar a cooperativa e também prestando orientação técnica nas propriedades. Em cada unidade produtiva foram construídos biodigestores. Eles recebem o esterco produzido pelas criações e transformam esse produto em biofertilizante e biogás.

RENDA – Parte do gás é usada na propriedade e o restante segue, por gasoduto, até uma pequena usina de geração de energia elétrica, ligada à rede da Copel. A companhia vai comprar este serviço, assegurando renda extra para cada participante do projeto. O fertilizante que sai dos biodigestores está ajudando a melhorar a produtividade das lavouras e das pastagens.

O presidente da Emater destacou que o projeto resolve um grande problema ambiental e cria condições para o agricultor melhorar a renda de sua família. “O produtor aproveita o biogás em sua propriedade e pode vender o excedente. É um projeto bem estruturado, tanto do ponto de vista de gestão quanto de sustentabilidade, e merece ser estudado e divulgado para implantação em outras comunidades”, declarou Niederheitmann. O secretário interino da Agricultura enfatizou que a experiência deve ser levada a todo o Estado.

Os representantes da ONU estão em Foz do Iguaçu para a apresentação do Centro Internacional de Energias Renováveis – com ênfase em biogás – no Parque Tecnológico da Itaipu.

via

Sustentabilidade na suinocultura

via Avicultura Industrial

Entre os dias 28 e 30 de setembro acontece o COLASSA – Congresso Latino Americano de Suinocultura e Sustentabilidade Ambiental que reunirá diversos nomes importantes da área para discutir os novos rumos da atividade diante de um mundo cada vez mais sustentável.

E uma das maneiras de fazer da suinocultura uma atividade ambientalmente correta é utilizar os dejetos suínos de uma maneira diferente e quem falará sobre o assunto durante o evento será Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A palestra do pesquisador acontece no dia 29, quinta-feira, e apresentará o Sistrates – Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura, um processo com tecnologia de vanguarda, que auxilia não só o tratamento de dejetos, mas também toda a produção.

O sistema integra várias fases do tratamento de dejetos e tem como objetivo gerar um produto limpo e livre de poluição. A base do Sistrates é o tratamento de nitrogênio e fósforo dos dejetos e ele pode ser acoplado aos biodigestores. Entre as vantagens da nova tecnologia estão o controle da poluição do ar, do solo e da água; a produção de biogás para geração de energia; a reutilização da água nas granjas e também a diminuição da área necessária para a produção.

O Sistrates é recomendado para granjas tecnificadas de produção de leitões (UPL) com mais de três mil matrizes, ou que tem problemas de área para aplicação dos dejetos. Também podem ser beneficiados produtores, cooperativas e agroindústrias ou empreendimentos do setor de gás e energia que produzem biogás a partir da biomassa. Outra utilidade para o Sistrates é em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e aplicado a efluentes da indústria alimentícia, principalmente abatedouros e processadores de carne.

Para saber mais sobre o assunto, basta participar do COLASSA, que acontece entre os dias 28 e 30 de setembro em Foz do Iguaçu/PR e é uma realização da Associação Paranaense de Suinocultores – APS, Instituto Brasileiro de Pesquisa para o Desenvolvimento da Suinocultura Sustentável – INBRADESS, Itaipu Binacional e UNIOESTE.