Artigo apresenta a influência dos agentes de socialização na separação de materiais para a reciclagem

ARTIGO: Evidências empíricas da influência da família, mídia, escola e pares nos antecedentes e no comportamento de separação de materiais para a reciclagem

Por Carolina Fabris / Pedro José Steiner Neto / Ana Maria Machado Toaldo

RESUMO

Este artigo analisa a influência dos agentes de socialização – no caso, a família, a escola, a mídia e os pares – no conhecimento, no sentimento e no comportamento de separação de materiais para a reciclagem de jovens universitários. Para isto, a revisão teórica faz uma ligação entre a última etapa do comportamento do consumidor, que engloba a separação de materiais para a reciclagem, e os agentes de socialização que já foram estudados como influências em outros tipos de comportamentos. Um modelo e sete hipóteses foram propostos pelos autores. A pesquisa foi dividida em duas etapas. A primeira, qualitativa e exploratória. A segunda, quantitativa e descritiva, realizada com 351 universitários. As análises quantitativas utilizaram modelagem de equações estruturais para verificar o modelo proposto. Os resultados mostram que os quatro agentes influenciam de maneira direta ou indireta o comportamento dos jovens na separação de materiais para a reciclagem. O comportamento é influenciado diretamente pelo contato pessoal: família e pares. Porém, de maneira indireta, a escola, a mídia e os pares agem nos sentimentos, que são considerados antecedentes do comportamento.

Acesse aqui a versão completa do artigo.

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Setor automotivo recicla apenas 2% das peças quebradas

via portal Exame

O mercado automotivo está em constante crescimento no Brasil. Somente em São Paulo, são quase sete milhões de carros circulando diariamente pela cidade. No entanto, o setor de reciclagem automotiva permanece em baixa, com índice de apenas 2% de peças quebradas sendo recicladas.

Mesmo com a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga os produtores a darem a destinação correta às embalagens e outros resíduos, como os pneus, não existe uma legislação que obrigue o mesmo cuidado com as peças automotivas.

O resultado desta falta de controle são peças espalhadas em terrenos baldios ou em ferros velhos. Na Europa e nos Estados Unidos, conforme reportagem divulgada pelo G1, a reciclagem automotiva é obrigatória, mas no Brasil isso ainda é um problema que aumenta os índices de contaminação ambiental.

O diretor de meio ambiente da Federação das Indústrias de São Paulo, Nelson Pereira dos Reis, informa que o descarte inadequado de peças também gera problemas para a saúde pública. Isso porque muitos metais se oxidam ou, em alguns casos, contêm materiais contaminantes.

Cada parte do automóvel pode servir para uma indústria de reciclagem específica. O ferro e o aço, por exemplo, têm como destino as siderúrgicas, que transformam o material em novas chapas de aço, que posteriormente podem ser usadas na própria fabricação de automóveis.

O plástico também pode ser triturado e comercializado para indústrias que produzem baldes, cabides, conduítes ou mesmo na fabricação de carros. As baterias geram grande interesse por parte da indústria de chumbo.

Mesmo que existam muitas alternativas no que diz respeito à reciclagem de equipamentos automotivos, o interesse e a difusão deste mercado ainda são muito baixos no Brasil, não passando do índice de 2%. Para que esse cenário melhore é preciso contar com a participação efetiva de toda a indústria envolvida com esse setor, a começar pelos fornecedores e fabricantes, até especialistas em reciclagem.

Cresce em 7,6% o volume de PET reciclado no Brasil

via Portal Exame

Cresceu em 7,6% o volume de PET reciclado no Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) divulgados dia 23 de agosto. O país está entre os maiores recicladores de PET do mundo.

Em 2010, pelo menos 282 mil toneladas de embalagens foram destinadas corretamente, mesmo com o investimento em sistemas de coleta seletiva no Brasil sendo insatisfatório.

Os números fazem parte do 7.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil. O levantamento indica que a alta demanda pelo PET reciclado continua garantindo a sustentabilidade, inclusive econômica, da atividade. No entanto, também mostra que ainda é grande a dificuldade da indústria para ter acesso à embalagem pós-consumo, que muitas vezes não tem a destinação adequada.

De acordo com Auri Marçon, presidente da Abipet, o Brasil precisa implantar o quanto antes um sistema de coleta seletiva eficiente, para continuar avançando nos índices de reciclagem. As empresas do setor do PET investiram em capacidade de reciclagem e em inovação. Mas o parque instalado tem forte ociosidade e será difícil continuar crescendo sem um sistema público de coleta seletiva que possibilite o retorno das embalagens pós-consumo à indústria.

O censo mostra que o Brasil dá a destinação adequada a 56% do total de embalagens PET consumidas. Esse material reciclado alimenta uma indústria diversificada, onde o maior usuário continua sendo o setor têxtil, com 38% do total reciclado. Em seguida estão as resinas insaturadas e alquídicas (19%), embalagens (17%), laminados e chapas (8%), fitas de arquear (7%), tubos (4%) e outros (7%).

A indústria da reciclagem do PET fechou o ano de 2010 com faturamento de R$ 1,18 bilhão, acima do R$ 1,09 bilhão registrado no ano anterior. Esse valor já corresponde a 36% de todo o faturamento do setor do PET no ano passado (embalagens PET mais produtos reciclados), que foi de R$ 3,27 bilhões.

Brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano, mostra pesquisa

por Vinicius Konchinski

Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há dez anos.

A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários. Os lixões precisam fechados até 2015.

Segundo levantamento feito pela Abrelpe, em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não receberam uma destinação adequada no ano passado.

Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo.

via Agência Brasil

Resíduo Tecnológico

por André Demétrio

Dentro do grupo de resíduos tecnológicos ou eletrônicos estão: restos de equipamentos de informática e comunicação (PC’s, impressoras, telefones etc), iluminação, aparelhos domésticos (fogões, geladeiras, aspiradores etc), equipamentos e instrumentos médicos etc. Todos eles fazem parte de um contexto contemporâneo de nossas vidas, onde a facilidade da modernidade também é determinada por uma validade cada vez mais curta para esses materiais. Cerca de um milhão de computadores são jogados fora anualmente.

O resíduo tecnológico merece atenção, confira abaixo algumas curiosidades disponíveis na revista Scientific American Brasil TERRA 3.0 – Ed. 4 – 2009:

Lixo nada virtual

  • Existem entre 20 e 50 milhões de toneladas de sucata eletrônica no planeta;
  • Há cerca de 4 bilhões de celulares no mundo;
  • 18 meses é o tempo médio de utilização de um celular;
  • 1,8 tonelada de materiais é necessária para construção de um único computador;
  • 3 anos é o tempo de vida útil de um computador;
  • 500 mihões era o número de computadores obsoletos no mundo em 2007;
  • Apenas 10% dos computadores antigos são reciclados.

Conheça aqui o LIXO BOM: Gestão Integrada de Resíduos Sólidos proposta pela AgE Tecnologias.

A importância da limpeza de embalagens recicláveis

por André Demétrio

A última pesquisa nacional do IBGE sobre o saneamento básico (2008) apresenta números da destinação do lixo no Brasil, onde 50,8% vão para lixões a céu aberto sem nenhum controle, degradando o meio ambiente e espalhando doenças. Um potencial jogado fora de forma indevida, excluindo a possibilidade de reutilizar ou reaproveitar esses resíduos.

A reciclagem é uma forma de diminuir o volume de material indevidamente descartado e custos com a produção de novas embalagens, que envolvem a busca por novos recursos (matéria-prima) e uma cadeia de investimentos que são jogados fora, contribuindo para um contexto que sobrecarrega ainda mais uma questão delicada no Brasil: o saneamento.

Por motivos de higiene e saúde – e para que a reciclagem funcione – essas embalagens precisam ser limpas para separar a parte orgânica, que em decomposição atrai animais e insetos, misturando-se a milhares de outras embalagens descartadas com potencial para transmitir doenças. A limpeza não significa essencialmente lavar a embalagem como uma louça, mas sim, passar uma água até que o resíduo orgânico seja eliminado. O gasto com água aqui é ínfimo se compararmos com todo o processo de fabricação de uma nova embalagem.

Vale lembrar o tempo de decomposição de alguns materiais recicláveis:

Plástico: 450 anos;
Lata de conserva: 100 anos;
Lata de alumínio: até 500 anos;
Vidro e pneus: indeterminado.

Indústria se une pelo reaproveitamento do vidro

Com uma produção anual de 980 mil toneladas de embalagens de vidro, estima-se que o Brasil reaproveite apenas 47% desse material. A indústria do vidro e setores interessados no reaproveitamento desses recursos movimentam-se para mudar esse quadro.
A Abividro, associação que reúne os fabricantes de vidro, pretende gerenciar a logística reversa desses resíduos, já seguindo a orientação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta foi encaminhada à Associação Brasileira de Embalagem, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e uma grande lista de segmentos industriais.
Grandes fabricantes de vidro utilizam os cacos na composição de seus produtos, a Owens-illinois do Brasil utiliza 150 mil toneladas de caco de vidro por ano em sua produção. Algumas fábricas da Verallia, do Grupo Saint-Gobain trabalham com 80% do vidro reciclado.


Segundo o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte, a indústria só precisa se unir: “Para o reaproveitamento desses materiais, existem cadeias que funcionam de uma forma não organizada. Se trabalharmos em conjunto, teremos ganhos de produtividade, preço e escala que serviriam para aumentar os índices de reciclagem”.
Confira aqui os números da reciclagem de vidro na Europa.

Reciclagem de pára-brisas
De acordo com estudos do Instituto Autoglass Socioambiental de Educação (IASE), apenas 5% dos vidros automotivos são reutilizados. Para ser reciclado, o pára-brisa passa por um processo onde é retirada a tela de PVB (polivinil butiral), um polímero que garante a segurança e não espalha os estilhaços durante a quebra. Atualmente a Autoglass recolhe cerca de 1.440 toneladas de vidros automotivos por ano.

fonte: brasileconomico