Caixa e Banco Mundial assinam acordo para projetos de resíduos sólidos

via Assessoria de Imprensa da CAIXA

A Caixa Econômica Federal vai contratar operação de crédito com o Banco Mundial, no valor de 50 milhões de dólares, para aplicação em projetos de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e financiamento de carbono. A contratação já foi aprovada pelo Senado Federal e será assinada nos próximos dias. A CAIXA é a única instituição no Brasil autorizada pelo Banco Mundial a intermediar recursos do Carbon Partnership Facility (CPF), plataforma inovadora de fomento ao mercado mundial de carbono.

O empréstimo possibilitará à CAIXA disponibilizar novo funding para aplicação em RSU, tanto para o setor público quanto para o setor privado. Os recursos serão utilizados para implementar o Programa de Financiamento para a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). Esse programa desenvolve ações integradas para a gestão dos resíduos sólidos urbanos envolvendo o tratamento e a disposição final, para reduzir impactos ambientais e sociais, melhorar a saúde pública, além de promover soluções econômica e ambientalmente sustentáveis.

Com o novo funding, além de financiar entidades públicas e privadas no tratamento de resíduos sólidos, a CAIXA desenvolverá ações para implementar e monitorar os investimentos no segmento. No setor público, podem ser contemplados os estados, Distrito Federal, municípios e empresas públicas com receita própria, como algumas companhias estaduais de saneamento. No setor privado, concessionárias ou subconcessionárias privadas de serviço público de saneamento básico ou empresas privadas, organizadas na forma de SPE (Sociedade de Propósito Específico) para o manejo de resíduos sólidos urbanos, desde que legalmente autorizadas a executar ações financiadas pelo Programa. Podem ser financiadas a construção e operação de aterros sanitários, o fechamento de aterros a céu aberto com o tratamento dos impactos ambientais, e o desenvolvimento de instalações alternativas para tratamento de resíduos.

Os créditos de carbono gerados pelos empreendimentos serão comercializados pela CAIXA sob guarda de acordo CAIXA-Banco Mundial/CPF, firmado em dezembro de 2009 na Dinamarca e poderão ser aceitos como garantia acessória ao financiamento.

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Secretaria de Portos quer organizar gestão de lixo nos terminais e nas embarcações

por Isabela Vieira

via Agência Brasil

Todo o lixo produzido em portos brasileiros deve ganhar uma destinação adequada nos próximos três anos e poderá até ser reaproveitado. É o que pretende a Secretaria de Portos, que vai levantar quais são os resíduos e efluentes de 22 terminais no país. O órgão não descarta a ideia de reduzir as taxas para navios que prefiram deixar o lixo no porto, em vez de despejá-lo no mar.

As medidas serão estudas nos próximos três anos em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mais 11 universidades por meio do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos e Efluentes. A Secretaria de Portos investirá R$ 125 milhões no projeto, que será dividido em três fases, desde o levantamento até as medidas para mitigação do lixo.

Segundo o diretor de Revitalização e Modernização da secretaria, Antônio Maurício Ferreira, os portos produzem resíduos variados. Boa parte se refere a restos de grãos, de carvão e de minério, além do lixo das embarcações e esgoto. Mal acondicionados, esses materiais atraem animais que transmitem doenças como pombos, ratos e até mesmo o mosquito da dengue – fauna que também será pesquisada.

Para Marcos Freitas, professor da UFRJ e responsável pelo levantamento, é preciso dar soluções sustentáveis para o lixo e combater os insetos, além de analisar o impacto dos portos nas cidades. O programa pretende ainda identificar nos terminais possibilidades de reutilização dos resíduos. “Podemos pensar em portos como autogeradores de energia”, disse.

Segundo o professor da UFRJ, a pesquisa também ajudará a apontar problemas nas embarcações e impedir a entrada de vírus e espécies invasoras no país. Marcos Freitas lembra que o mexilhão dourado, molusco trazido na água de lastros de navios da Ásia, provocou desequilíbrio ecológico e até problemas nas turbinas da Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná.

A importância da limpeza de embalagens recicláveis

por André Demétrio

A última pesquisa nacional do IBGE sobre o saneamento básico (2008) apresenta números da destinação do lixo no Brasil, onde 50,8% vão para lixões a céu aberto sem nenhum controle, degradando o meio ambiente e espalhando doenças. Um potencial jogado fora de forma indevida, excluindo a possibilidade de reutilizar ou reaproveitar esses resíduos.

A reciclagem é uma forma de diminuir o volume de material indevidamente descartado e custos com a produção de novas embalagens, que envolvem a busca por novos recursos (matéria-prima) e uma cadeia de investimentos que são jogados fora, contribuindo para um contexto que sobrecarrega ainda mais uma questão delicada no Brasil: o saneamento.

Por motivos de higiene e saúde – e para que a reciclagem funcione – essas embalagens precisam ser limpas para separar a parte orgânica, que em decomposição atrai animais e insetos, misturando-se a milhares de outras embalagens descartadas com potencial para transmitir doenças. A limpeza não significa essencialmente lavar a embalagem como uma louça, mas sim, passar uma água até que o resíduo orgânico seja eliminado. O gasto com água aqui é ínfimo se compararmos com todo o processo de fabricação de uma nova embalagem.

Vale lembrar o tempo de decomposição de alguns materiais recicláveis:

Plástico: 450 anos;
Lata de conserva: 100 anos;
Lata de alumínio: até 500 anos;
Vidro e pneus: indeterminado.