Biomassa emite menos CO2

via Terra da Gente

Um novo estudo de cientistas do Instituto para Pesquisa sobre o Impacto Climático de Potsdam (PIK), publicado no periódico Environmental Research Letters, apontou que a energia de biomassa é fundamental para a diminuição das emissões de dióxido de carbono e, conseqüentemente, a mitigação das mudanças climáticas. Além disso, a quantidade de bioenergia, competindo com outras formas de energia, é rentável.

Os biocombustíveis liberam menos carbono que as alternativas fósseis. Ainda assim é preciso preservar florestas e recursos hídricos, além de investir no crescimento da produtividade da agricultura, já que os biocombustíveis são acusados de causarem o desmatamento de florestas e elevarem o preço dos alimentos. Dessa forma, o efeito não será o contrário e os preços dos alimentos não aumentarão em razão da substituição de plantações destinadas à alimentação por safras reservadas para a produção de combustível. “O uso de biomassa pode levar a emissões adicionais de gases do efeito estufa. Isso acontecerá se as florestas forem cortadas para serem plantadas colheitas no lugar”, afirma um dos autores do relatório, Alexander Popp.

Para que 20% da energia mundial fosse gerada a partir da biomassa sem que houvesse danos para as florestas mundiais, seria necessário que a produtividade alimentícia aumentasse cerca de 1% ao ano até 2095. Para os cientistas, avanços são possíveis, mas, como isso, o preço da bioenergia aumentaria. “As taxas de crescimento da produção diminuíram na última década, mas o crescimento potencial da produção ainda é considerável”, afirma o relatório.

Para os pesquisadores do PIK, é preciso equilibrar a geração de bioenergia com a conservação ambiental e a produção de alimentos. Isso se dará a partir da criação de políticas que associem esses processos. “Políticas integradas para a produção de energia, uso da terra e gestão de água são, portanto, necessárias”, declararam os cientistas.

Além disso, também é necessário o desenvolvimento tecnológico. “Sem a biomassa e a captura e o armazenamento de carbono, a proteção climática pode ficar muito cara, como muitos estudos mostram. Mas esse tipo de energia também tem um preço. As políticas, portanto, não devem apenas visar a bioenergia, mas também integrar questões de mudanças no uso da terra e segurança alimentar global”, concluiu Ottmar Edenhofer, co-autor do relatório e economista do PIK.

Advertisements