Nos EUA, indústria da carne acentua movimento pelo fim do subsídio ao etanol de milho

Via AviSite

Embora a perspectiva de sensível redução dos subsídios destinados ao etanol produzido a partir do milho seja algo muito próximo, a indústria norte-americana não dá trégua à sua batalha pelo fim desses subsídios e se utiliza das mais diferentes ferramentas para demonstrar o real efeito dessa política no bolso do consumidor – em especial, no preço das carnes, que têm subido continuamente desde 2010.

Dentro desse objetivo, o setor acaba de lançar um novo – www.cornforfoodnotfuel.com – literalmente, milho para alimento, não para combustível – através do qual desenvolve campanha visando atrair consumidores pró-movimento contra o etanol de milho. Paralelamente, o site mostra os desdobramentos enfrentados pelos produtores de carnes, ovos e leite com a concessão de pesados subsídios à indústria do etanol.

Mas como a política dos EUA para o etanol de milho afeta, por extensão, o abastecimento do mercado mundial, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) também fez seu próprio estudo a respeito. Um dos resultados mostra, por exemplo, que entre 2005 e 2011, para um aumento (previsto) entre 5% e 6% na produção de milho, o uso do grão na produção do etanol deve subir mais de 270%.
Com a redução do subsídio esse consumo tende a evoluir de maneira mais comedida. Ainda, assim, o estimado para 2012 é um consumo quase 300% maior que o de 2005, contra uma expansão inferior a 15% na produção.