Resíduos orgânicos podem gerar energia e renda para municípios

via A Crítica

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) busca estratégias para a problemática da disposição dos resíduos urbanos, a partir de opções tecnológicas, que podem ser aplicadas em lixo orgânico. Uma das soluções que pode, inclusive, gerar lucros, surgiu de um estudo elaborado pelo departamento de energia do Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima/SDS), com base em quatro municípios do Estado, considerados maiores do ponto de vista de geração resíduos sólidos: Parintins, Manacapuru, Itacoatiara e Maues.

Para a titular da SDS, Nádia Ferreira, o projeto seria uma proposta a ser inclusa como alternativa para a destinação dos lixões, tendo em vista, que no Amazonas 98% da disposição dos resíduos sólidos são em lixões a ceu aberto. “É importante traduzir esses números em oportunidade de geração de emprego e renda para as famílias que trabalham com a coleta de lixo, além de geração de energia sustentável, a partir do aproveitamento de biogás. Olhar para material orgânico significa olhar para oportunidades de renda”, diz Nádia.

Oportunidade

De acordo com o estudo, o resíduo orgânico gera biogás, o qual, na ausência de oxigênio, após passar por um processo de decomposição, produz um gás chamado metano, que equivale a 60% de gás natural. O metano poderia ser utilizado em termelétrica para produção de energia. Tecnicamente, o biogás gerado nos aterros sanitários é composto, ainda, por dióxido de carbono (CO2 – de 35 a 45%), nitrogênio (H2 – de 0 a 1%), hidrogênio (H2 – de 0 a 1%) e gás sulfídrico (H2S – de 0 a 1%).

“A geração de biogás em um aterro sanitário é iniciada alguns meses após o início do depósito dos resíduos e continua por 15 anos após seu encerramento. Uma tonelada de resíduo disposto em um aterro sanitário gera em média 200 Nm3 (metros cúbicos normais) de biogás. Para utilizar o biogás através da recuperação energética, o aterro sanitário deverá receber no mínimo 40 toneladas/dia de resíduos, com capacidade mínima de recepção da ordem de 500 mil toneladas em sua vida útil”, explica o engenheiro.

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