Digestão Anaeróbia ganha força no Reino Unido

A empresa Virilon, do Reino Unido, assinou um contrato para implantar Digestão Anaeróbia em Somerset, a usina produzirá calor e energia a partir de resíduos orgânicos.

Foram investidos cerca de £2,3 milhões (aprox. R$ 7 milhões) para construção dos Biodigestores, de um total de £10 milhões (aprox. R$30,2 milhões) para todo o complexo, que tratará 30.000 toneladas de resíduos orgânicos e irá gerar mais de 1MW de energia anualmente.

Os resíduos devidamente separados, serão misturados com água, processados e transformados em Biogás, uma fonte limpa e renovável de energia. E eletricidade vai ser introduzida na Rede Elétrica Nacional e o material resultante do processo será utilizado como adubo de alta qualidade.

A construção civil ficará por conta da Encon, e os trabalhos iniciam este mês. A previsão é que a usina entre em operação em 2013.

via Waste Management World

Sustentabilidade na suinocultura

via Avicultura Industrial

Entre os dias 28 e 30 de setembro acontece o COLASSA – Congresso Latino Americano de Suinocultura e Sustentabilidade Ambiental que reunirá diversos nomes importantes da área para discutir os novos rumos da atividade diante de um mundo cada vez mais sustentável.

E uma das maneiras de fazer da suinocultura uma atividade ambientalmente correta é utilizar os dejetos suínos de uma maneira diferente e quem falará sobre o assunto durante o evento será Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A palestra do pesquisador acontece no dia 29, quinta-feira, e apresentará o Sistrates – Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura, um processo com tecnologia de vanguarda, que auxilia não só o tratamento de dejetos, mas também toda a produção.

O sistema integra várias fases do tratamento de dejetos e tem como objetivo gerar um produto limpo e livre de poluição. A base do Sistrates é o tratamento de nitrogênio e fósforo dos dejetos e ele pode ser acoplado aos biodigestores. Entre as vantagens da nova tecnologia estão o controle da poluição do ar, do solo e da água; a produção de biogás para geração de energia; a reutilização da água nas granjas e também a diminuição da área necessária para a produção.

O Sistrates é recomendado para granjas tecnificadas de produção de leitões (UPL) com mais de três mil matrizes, ou que tem problemas de área para aplicação dos dejetos. Também podem ser beneficiados produtores, cooperativas e agroindústrias ou empreendimentos do setor de gás e energia que produzem biogás a partir da biomassa. Outra utilidade para o Sistrates é em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e aplicado a efluentes da indústria alimentícia, principalmente abatedouros e processadores de carne.

Para saber mais sobre o assunto, basta participar do COLASSA, que acontece entre os dias 28 e 30 de setembro em Foz do Iguaçu/PR e é uma realização da Associação Paranaense de Suinocultores – APS, Instituto Brasileiro de Pesquisa para o Desenvolvimento da Suinocultura Sustentável – INBRADESS, Itaipu Binacional e UNIOESTE.

Biomassa emite menos CO2

via Terra da Gente

Um novo estudo de cientistas do Instituto para Pesquisa sobre o Impacto Climático de Potsdam (PIK), publicado no periódico Environmental Research Letters, apontou que a energia de biomassa é fundamental para a diminuição das emissões de dióxido de carbono e, conseqüentemente, a mitigação das mudanças climáticas. Além disso, a quantidade de bioenergia, competindo com outras formas de energia, é rentável.

Os biocombustíveis liberam menos carbono que as alternativas fósseis. Ainda assim é preciso preservar florestas e recursos hídricos, além de investir no crescimento da produtividade da agricultura, já que os biocombustíveis são acusados de causarem o desmatamento de florestas e elevarem o preço dos alimentos. Dessa forma, o efeito não será o contrário e os preços dos alimentos não aumentarão em razão da substituição de plantações destinadas à alimentação por safras reservadas para a produção de combustível. “O uso de biomassa pode levar a emissões adicionais de gases do efeito estufa. Isso acontecerá se as florestas forem cortadas para serem plantadas colheitas no lugar”, afirma um dos autores do relatório, Alexander Popp.

Para que 20% da energia mundial fosse gerada a partir da biomassa sem que houvesse danos para as florestas mundiais, seria necessário que a produtividade alimentícia aumentasse cerca de 1% ao ano até 2095. Para os cientistas, avanços são possíveis, mas, como isso, o preço da bioenergia aumentaria. “As taxas de crescimento da produção diminuíram na última década, mas o crescimento potencial da produção ainda é considerável”, afirma o relatório.

Para os pesquisadores do PIK, é preciso equilibrar a geração de bioenergia com a conservação ambiental e a produção de alimentos. Isso se dará a partir da criação de políticas que associem esses processos. “Políticas integradas para a produção de energia, uso da terra e gestão de água são, portanto, necessárias”, declararam os cientistas.

Além disso, também é necessário o desenvolvimento tecnológico. “Sem a biomassa e a captura e o armazenamento de carbono, a proteção climática pode ficar muito cara, como muitos estudos mostram. Mas esse tipo de energia também tem um preço. As políticas, portanto, não devem apenas visar a bioenergia, mas também integrar questões de mudanças no uso da terra e segurança alimentar global”, concluiu Ottmar Edenhofer, co-autor do relatório e economista do PIK.

Indústria brasileira paga 50% a mais por energia que média mundial

11/08/11
por Vanessa Barbosa
via Exame

O preço das tarifas de energia elétrica tem sufocado a indústria nacional. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a tarifa média de energia elétrica paga pela indústria brasileira é de R$ 329 por megawatt-hora (MWh), quase 50% a mais que a média mundial de R$ 215,50. A pesquisa considera os dados de 27 países disponíveis na Agência Internacional de Energia.
A diferença chega a 134% quando se compara o Brasil com os demais países emergentes dos Brics (Rússia, Índia e China), que pagam em média R$ 140,70. O país também tem custos mais elevados para geração, transmissão e distribuição de energia do que seus principais parceiros comerciais. Enquanto por aqui, o MWh sai por R$ 165, nos Estados Unidos ele é de R$ 124,7 e, na China, de R$142,4. Na Argentina, o custo cai quase pela metade em relação ao Brasil, chegando a R$ 88,1.
“O maior impacto das altas tarifas é no preço final dos produtos, tanto no mercado interno quanto no mercado externo”, diz Cristiano Prado, gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan. “Com isso, a indústria brasileira perde competitividade frente aos seus concorrentes internacionais”.

Recordista de encargos

Um componente que torna a modicidade tarifária uma realidade distante do setor são os 14 encargos, que respondem por 17% da tarifa final de energia elétrica da indústria, destaca o estudo. Só os tributos federais e estaduais PIS/COFINS e ICMS, respectivamente, representam em média 31,5% do preço das tarifas. “Sob qualquer ótica, o nosso custo de geração, que deveria ser baixo, pela vantagem de termos muitas hidrelétricas, ainda é bem superior a média de outros países”, critica Prado.

Alguns setores industriais, que fazem uso intenso de energia, sentem mais fundo o peso da quarta tarifa mais cara do mundo – o Brasil só perde para a República Tcheca, Turquia e Itália. É o caso do setor de alumínio, onde a energia representa mais de 50% dos custos de produção, da indústria de vidro (40%) e de aço (em torno de 20%).

Perda real

Como, de fato, o alto custo de energia industrial afeta a competitividade da indústria brasileira? Para responder a essa pergunta, o estudo simulou alguns cenários. No setor têxtil, por exemplo, uma confecção de roupas com cerca de 60 empregados e produção essencialmente diurna, que consuma aproximadamente 36,3 mil kWh/mês, possui uma conta de energia elétrica da ordem de R$ 15 mil/mês, contra um valor médio da ordem de R$ 7 mil/mês de uma confecção similar em países como China e Índia, integrantes dos Brics.

Em um ano, segundo o estudo, a diferença na conta de energia (R$ 96 mil) permitiria a empresa brasileira adquirir duas máquinas de bordado ou contratar dois estilistas para atuar na criação e desenvolvimento de peças. “O setor têxtil brasileiro está sofrendo muito com India e China, e o que sempre se fala é que a culpa é do custo do trabalhador, mais barato naqueles países, mas não é bem assim”, afirma Prado. “Se conseguíssemos equalizar os custos de energia, as empresas nacionais teriam a possibilidade de aumentar o valor agregado de seus produtos e criar diferenciais de competitividade”, conclui.

Novas tecnologias tornam viável obter energia do lixo

Por Elton Alisson, matéria completa disponível no portal da revista Exame

Em Borås, na Suécia, a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população de cerca de 64 mil habitantes é reciclada, tratada biologicamente ou transformada em energia (biogás), que abastece a maioria das casas, estabelecimentos comerciais e a frota de 59 ônibus que integram o sistema de transporte público da cidade.

Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.

“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, disse o professor de biotecnologia da Universidade de Borås, Mohammad Taherzadeh, durante o encontro acadêmico internacional Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais, realizado em 30 de março, em São Paulo.

Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borås, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.

De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002, com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.

Conheça aqui o Programa LIXO BOM AgE, a solução para os Resíduos Sólidos proposta pela AgE, semelhante ao modelo adotado na Suécia.

O destino do lixo por tubulações subterrâneas

O sistema subterrâneo usado em Barcelona foi criado para as Olimpíadas de 92, funcionou tão bem na Vila Olímpica que se tornou exemplo para a cidade. Hoje, várias partes da Europa utilizam o mesmo modelo.

Desenvolvido pela sueca Envac, o sistema conta com “bocas” de lixo, eliminando as latas e os custos com coletas periódicas. A população deposita nessas bocas o resíduo de acordo com sua classificação. A partir daí entra a tecnologia, que suga as sacolas a mais de 70km/h em dutos 5m abaixo da terra. O destino são containers, que transportam os resíduos para uma usina de triagem. A matéria orgânica se transforma em energia enquanto plástico, lata e papel são reciclados.

“A ausência de caminhões de lixo evita odores, acúmulo de lixo e melhora o tráfego. Além das vantagens ambientais, o sistema proporciona um melhor aproveitamento do espaço urbano”, afirma Carlos Vazquez, chefe do Departamento de Gestão de Resíduos da prefeitura local.

Veja abaixo a reportagem do Jornal Nacional veiculada no ano passado:

fonte

Reciclagem é revertida em abono na conta de luz

A conta de luz de Rosângela Calvet diminuiu consideravelmente desde que a comerciante começou a separar materiais recicláveis e entregá-los no posto de coleta mais próximo de sua casa, em Niterói – RJ.

À primeira vista, pode não fazer muito sentido trocar lixo por descontos na fatura de energia. Mas a explicação é simples: quem está por trás desta iniciativa é a empresa do setor elétrico Endesa Brasil.

Desde que foi criado em 2008, o projeto já distribuiu R$ 1 milhão em descontos para 300 mil famílias do Rio de Janeiro e do Ceará – estados onde a empresa atua – e reciclou 9,5 milhões de toneladas de lixo.

Clique para ver a notícia completa no portal Brasil Econômico.